Como as instituições de saúde estão tendo que se reinventar para manterem seus negócios ativos
- UNDERTAKE EDUCAÇÃO CORPORATIVA
- 27 de fev. de 2019
- 3 min de leitura

O cenário da saúde no Brasil passa por um momento de grandes desafios, como a necessidade de modelos de gestão que sejam efetivos, desenvolvimento de uma liderança transformadora e a complexidade dos seus processos. Além também de termos que lidar com grandes desperdícios e busca incessante para gerar mais valor ao usuário final.
Mas mesmo diante de todos os desafios, a área da saúde teve um avanço significativo na busca por melhores tratamentos, transplantes, implantes, melhor interpretação nos resultados dos exames, etc,..
Entretanto o momento atual é representado por equipamentos, infraestrutura, medicamentos e tratamentos de alto custo, uma prestação de serviço de saúde que encarece cada vez mais e uma população que ainda não tem a total consciência da grande necessidade de uma vida saudável, que fará diferença em um futuro próximo, pois somente assim diminuiremos as internações prolongadas e intervenções desnecessárias.
Então...diante desta realidade como as organizações de saúde conseguem garantir a sustentabilidade?
O foco da área da saúde precisa ser em otimizar seus processos e gerar valor ao usuário, seja ele o cliente ou o profissional de saúde. Desta forma estaremos reduzindo custos e desperdícios.
O primeiro passo é ter de forma muito clara o propósito da organização e disseminar para todos os profissionais que nela atuam.
E o segundo passo é fazer com que a equipe de profissionais compreenda que qualquer atividade que executam é para alcançar este propósito em comum. Isso quer dizer que se você checa a temperatura da geladeira na Farmácia, não é para monitorar a temperatura e sim para garantir que o medicamento que está dentro dela possa chegar ao paciente e proporcionar a sua melhora.
No livro “Liderança e Propósito” do autor Fred Kofman, cita que “a defesa de um time de futebol não está jogando para impedir que o outro time faça gol e sim para ajudar o time a vencer”. E esta mesma cultura se aplica para a área da saúde a partir do momento em que os profissionais entendem o valor das atividades que executam.
Na área da saúde diferente um pouco de outros segmentos, temos muitos profissionais que acabam atuando em outras funções para atender a demanda. E talvez o que precisamos deixar claro para estes profissionais é que a “demanda” que estão atendendo deve ser o propósito da organização. Tenha certeza de que este é o maior incentivo para o profissional de saúde, muito mais do que salário ou bens materiais!
Para que esta sinergia aconteça é crucial que a liderança seja transformadora. Uma liderança transformadora depende de um líder que seja inspirador e que influencie seu time a segui-lo nas melhores atitudes. O profissional acredita que dando o que tem de melhor vai proporcionar um melhor resultado para a organização como um todo!
Os modelos de gestão das organizações de saúde aos poucos estão conseguindo resultados transformadores, mas ainda passam por uma cultura de punição, grandes conflitos internos, sem contar com profissionais que são inseridos em cargos de liderança sem ter o devido preparo.
O líder transformador faz com que a equipe faça porque quer fazer e não por imposição. Mas o líder que entende isso também tem algumas dificuldades a enfrentar, como profissionais de saúde com carga excessiva de trabalho, dificuldade de adesão às rotinas, formação inadequada, dentre outras.
E o grande segredo para o líder transformador é conciliar os interesses individuais dos profissionais no interesse do time e organização pela qual pertencem.
E para que as organizações possam se reinventar no cenário atual é necessário:
1. Ter um propósito bem definido
2. Garantir a disseminação deste propósito em toda a organização e seus profissionais;
3. Desenvolver uma liderança transformadora;
4. Valorização profissional
Assim as organizações estarão garantindo um modelo de gestão efetivo e resultados que serão percebidos pelos clientes e profissionais, além de conseguirem se reinventar a cada dia com melhores resultados.

Gilvane Lolato - Formada em Administração de Empresas, MBA Gestão em Saúde e Controle de Infecção, Especialização Curso Internacional de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente - Escola Nacional de Saúde Pública - Universidade Nova de Lisboa, ENSP - Portugal.
Trabalha na área da Qualidade onde foi responsável pela implantação de modelo de Acreditação Hospitalar na metodologia nacional e internacional. Coordenadora e Docente do Curso Gestão da Qualidade e Acreditação em Saúde pelo Instituto de Pós Graduação e Graduação (IPOG), Docente da Organização Nacional de Acreditação (ONA), Docente do Curso de Analista Acreditação em Saúde da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Gerente de Educação da Organização Nacional de Acreditação - ONA.
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