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O futuro da comunicação não está dentro das empresas.

  • Foto do escritor: UNDERTAKE EDUCAÇÃO CORPORATIVA
    UNDERTAKE EDUCAÇÃO CORPORATIVA
  • 26 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura


Ouvi essa frase do título em São Paulo, no final de 2011, em uma concorrida e aguardada palestra do administrador de empresas, escritor e colunista, Max Gehringer, um dos mais queridinhos dos eventos corporativos à época. A sequência de palavras me arrebatou do mesmo jeito que ocorre quando ouço a canção “Sangrando”, de Gonzaguinha, na voz de Maria Bethânia. Foi uma paulada poética que, se por um lado me fez agradecer em estar naquele lugar, por outro, me fez experimentar o gosto do sal molhando meu sorriso.


Trabalhava numa empresa bacana, a mais legal de todas em que já havia pisado - era por obra dela, inclusive, que estava no evento -, mas a frase do Max foi o lubrificante sob medida para uma engrenagem que ardia de vontade de empreender. Ou mesmo água pura para saciar a sede constante de auto desafio, numa típica reação de quem chega à idade da loba curiosíssima em saber se o aprendizado de 20 anos de vida profissional era suficiente para um ‘se vira nos 30’.


Além disso, se o futuro da área que havia escolhido como formação estava mesmo fora de uma estrutura empresarial, com seus processos que infelizmente culminam muitas vezes por padronizar a criatividade, as palavras do Max só podiam ser um sinal divino. Ou, no mínimo, um convite à ação. Em outra oportunidade conto as peripécias do empreendedorismo que já dura cabalísticos sete anos, porque o objetivo aqui é refletir sobre a frase do guru, agora que o futuro já chegou, e perceber como ela se materializou não apenas do ponto de vista do fazer a comunicação, mas sobretudo pela intensificação da fluidez que desafia qualquer estrutura.


Líquida por natureza, a comunicação ficou ainda mais volátil com o advento das novas tecnologias e da democratização do acesso. No apagar das luzes, todos viramos jornalistas, conteudistas, fotógrafos, cinegrafistas, publicitários, marketeiros, designers e afins, impulsionados pela máxima de que comunicar é algo próprio do humano. E é mesmo. Ou o que mais pode explicar tão claramente a explosão das redes sociais?


Não é de hoje que profissionais de comunicação convivem com palpites disfarçados de ordem de chefes que não são especialistas no assunto, mas que vez ou outra acertam na sugestão. Quando erram também, o tombo reluz. Lembram da recente intromissão governamental na campanha publicitária do Banco do Brasil? Nada de pânico. Foi apenas uma breve barreira, porque assim como o líquido que adora ultrapassar obstáculos, a comunicação segue firme rumo à diversidade.


Tanto que empresas mais livres e avançadas estão mesmo é derrubando paredes para integrar ambientes, ideias e pessoas. Liquefazem, sem cerimônia, métodos enrijecidos e pouco eficientes (geralmente caros), ao mesmo tempo em que pulverizam o poder de decisão, para incluir públicos diversos no mix do planejamento estratégico. Tudo porque entenderam que Max tinha mesmo razão.


O presente da comunicação não está mais dentro de uma organização, pois seu desenho se parece cada vez mais com o da bacia hidrográfica de um importante rio, com novidades interessantes afluindo de toda parte. Ah, e por favor, ao observá-lo, que ninguém se espante. Pelo contrário, cante. Afinal, é apenas uma empresa transbordando toda raça e emoção, para comunicar um novo jeito de viver. E, por que não, de amar?


Lucimar Brasil é jornalista por devoção e empreendedora na Gente de Conteúdo Comunicação.


 
 
 

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